segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

REALIDADE BRASILEIRA


EPISTEMOLOGIA DE EÇA DE QUEIRÓS

FRASE COM 2054 ANOS

FILOSOFIA DE PLATÃO

THOMAS EDISON: FOR 100% RENEWABLE ENERGY, ESPECIALLY SOLAR


Edison was way ahead of his time, and was clearly a fan of the 100% renewable energy ida (a true possibility), and especially tapping into our insanely abundant supply of solar energy.
By Zachary Shahan
Source CleanTechnica

4 MANEIRAS DE GASTAR DINHEIRO

SER ADVOGADA(O) É ASSIM:

CORRENTE DE ORAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

PESSOAS VIOLENTAS

BRAZIL CONSOLIDATES AS THE COUNTRY WITH THE HIGHEST WIND ENERGY CAPACITY IN LATIN AMERICA


Brazil consolidated its position as the country in Latin America with the most installed wind energy capacity in 2017, and as the eighth country in the world with the most capacity to produce wind energy, according to the Brazilian Wind Energy Association (Abeeólica). The data, disclosed by Abeeólica, is based on a report from the Global World Energy Council (GWEC), according to which, Brazil added 2.02 gigawatts (GW) of wind power last year, totaling 12.76 GW in its territory.
During 2017, 52.57 GW of wind power was placed in the world, reaching a total of 539.58 GW globally.
According to the GWEC, China was the country with the most wind power installed last year, with 19.5 GW, and totaling 188.23 GW of installed capacity, followed by the United States (89 GW), Germany (56.1 GW), India (32.8 GW), Spain (23.2 GW), United Kingdom (18.8 GW) and France (13.7 GW).
In this regard, the president of Abeeólica, Elbia Gannoum, said that Brazil has been climbing positions in the world ranking “consistently”, since in 2015 it occupied the tenth position and since then it has risen one position per year.
The study also ranked the countries by their aggregate capacity in 2017, in which China once again led, followed by the United States, Germany, the United Kingdom, India and Brazil.
However, Gannoum said that “the tendency is for Brazil’s position to oscillate more, because in 2019 and 2020 our planned facilities are lower because there was no bid for two years, which will be reflected in the 2019-2020 period.”
Abeeólica’s forecast is that until 2020, considering the contracts already signed and the bids carried out, Brazil will reach 18.63 GW of installed wind energy capacity.

Source REVE

ENERGIA SOLAR - FONTE ENEGÉTICA ABUNDANTE


No decorrer da década de 70, o mundo adquiriu profunda consciência de uma escassez global de combustíveis fósseis e, com o inevitável declínio dessas fontes convencionais de energia à vista, os principais países industrializados empreenderam uma rigorosa campanha a favor da energia nuclear como fonte energética alternativa. O debate sobre como solucionar a crise energética concentra-se usualmente nos custos e riscos da energia nuclear, em comparação com a produção de energia proveniente do petróleo, do carvão e do óleo xistoso. Os argumentos usados por economistas do governo e das grandes companhias, bem como por outros representantes da indústria energética, são fortemente tendenciosos sob dois aspectos. A energia solar — a única fonte energética que é abundante, renovável, estável no preço e ambientalmente benigna — é considerada por eles "antieconômica" ou "ainda inviável", apesar de consideráveis provas em contrário; e a necessidade de mais energia é pressuposta de maneira indiscutível.
Qualquer exame realista da "crise energética" tem que partir de uma perspectiva muito mais ampla do que essa, uma perspectiva que leve em conta as raízes da atual escassez de energia e suas ligações com os outros problemas críticos com que hoje nos defrontamos. Tal perspectiva torna evidente algo que, à primeira vista, poderá parecer paradoxal: para superar a crise energética, não precisamos de mais energia, mas de menos. Nossas crescentes necessidades energéticas refletem a expansão geral dos nossos sistemas econômico e tecnológico; elas são causadas pelos padrões de crescimento não-diferenciado que exaurem nossos recursos naturais e contribuem, de modo significativo, para nossos múltiplos sintomas de doença individual e social. Portanto, a energia é um parâmetro significativo de equilíbrio social e ecológico. Em nosso estágio atual de grande desequilíbrio, contar com mais energia não resolveria os nossos problemas, mas só iria agravá-los. Não só aceleraria o esgotamento de nossos minerais e metais, florestas e peixes, mas significaria também mais poluição, mais envenenamento químico, mais injustiça social, câncer e crimes. Para fazer frente a essa crise multifacetada não necessitamos de mais energia, mas de uma profunda mudança de valores, atitudes e estilo de vida.
Uma vez percebidos esses fatos básicos, torna-se evidente que o uso de energia nuclear como fonte energética é absoluta loucura. Ultrapassa o impacto ecológico da produção de energia em grande escala a partir do carvão, impacto esse que já é devastador, em vários graus, e ameaça envenenar não apenas nosso meio ambiente natural por milhares de anos, mas até mesmo extinguir toda a espécie humana. A energia nuclear representa o caso mais extremo de uma tecnologia que tomou o freio nos dentes, impulsionada por uma obsessão pela auto-afirmação e pelo controle que já atingiu níveis patológicos.
Ao descrever a energia nuclear em tais termos, refiro-me a armas nucleares e a reatores nucleares. Esses dois fatores não podem ser considerados separadamente; esta é uma propriedade intrínseca da tecnologia nuclear. O próprio termo nuclear power tem dois significados vinculados. Power, além do significado técnico de "fonte de energia", possui também o sentido mais geral de "posse de controle ou influência sobre outros".
Assim, no caso do nuclear power (energia nuclear e poder nuclear), esses dois significados estão inseparavelmente ligados, e ambos representam hoje a maior ameaça à nossa sobrevivência e ao nosso bem-estar.
Por Fritjjof Capra 1982
Fonte O Ponto de Mutação

BRASIL É O OITAVO PAÍS DO MUNDO EM PRODUÇÃO DE ENERGIA EÓLICA


O Brasil subiu uma posição, passando o Canadá, e agora ocupa o oitavo lugar no ranking mundial que afere a capacidade instalada de produção de energia eólica, segundo o Global Wind Statistic 2017, documento anual com dados mundiais de energia eólica produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC).
Em 2017, o país conseguiu “adicionar 52,57 GW de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada”, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), que reúne empresas do setor.
Em 2016, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking e passou ocupar a 9ª posição. Atualmente, o país conta com 12,76 GW de capacidade de energia instalada, contra os 12,39 GW do Canadá. A China, ocupa a primeira posição, com 188,23 GW; seguida pelos Estados Unidos, com 89,07 GW, e a Alemanha, com 56,132 GW de capacidade instalada. A India, Espanha, o Reino Unido e a França completam o ranking dos sete primeiros.
Os números apontam para um crescimento da matriz de energia eólica no país. O segmento já é responsável por 8,3% da energia produzida no Brasil, percentual ainda distante dos 60,9% produzido pelas hidrelétricas, mas já próximo dos 9,3% da produção das usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking nacional.
A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. A Abeeolica estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior a 500 GW.
A Região Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produziu energia usando ao força dos ventos. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com 93 parques e 2.410,04 MW de capacidade instalada, vem a Bahia. Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem 1.935,76 MW de capacidade instalada.
Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O estado tem 80 parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com 34 parques e 781,99 MW de capacidade instalada.
A expectativa é de que nos próximos seis anos devem ser adicionados mais 1,45 GW de capacidade eólica no país, decorrentes dos leilões de energia realizados em dezembro do ano passado. A Abeeolica estima que 18 milhões de residências sejam abastecidas com a energia eólica.
Segundo a associação, os dados no ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em sexto lugar, tendo instalado 2,02 GW de nova capacidade em 2016. O Brasil caiu uma posição, já que o Reino Unido subiu do nono para o quarto lugar, instalando 4,27 GW de capacidade de energia eólica em 2017.
De acordo com a presidente da Abeeolica, Élbia Gannoum, o país pode cair de posição nos próximos anos, porque haverá menos projetos sendo concluídos entre 2019 e 2020. “Nesse ranking, o que conta é o resultado específico do ano, então há bastante variação. A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Elbia.

Por Fernando Fraga
Fonte Agência Brasil

7 STEPS TO IMPROVE YOUR INTELLIGENCE AND BRAIN POTENTIAL


Everyone of us has a maximum potential intelligence IQ, 80% of earth's population never reaches the maximum potential, you will now probably ask yourself why?
The main reason is the 1 domain concentration activity. You get a job in lets say sales, you become better and better in that domain but you don't get other information from other domains, maybe very little from friends that work in other areas or from TV, Internet.
This is the reason why the brain becomes dull and this is the point where you can loose for some time your creativity, because you don't challenge the brain anymore with exciting new things.
The human brain/body are wonderful creations that need to be challenged, pushed to the limit every now and then so "we can feel that we live". And guess what, the brain/body, will most of the time (92%), adapt or surpass the limit you impose to him.
There are known people that in extreme situations, like accidents were able to lift a car that was crushing their loved ones, or people that are so intelligent that surpass even a computer in calculations (they are called savant).
Why are these things possible? It is known scientifically that humans used 2-5% of their brain capacity in the last century and now their capacity increased to 2-14%. We can currently use a small fraction of our potential intelligence, imagine a human that can use 100% of his brain.
As for our bodies, we can use 20% of our strength. The brain limits our strength in order to prevent muscular rupture, damage. This is the reason why people that train all their life can lift 1 tone or become incredibly agile(shaolin monks), break bricks with their fists and so on.
Hoping that i didn't bored you until know, i will share with you the 7 steps that can increase your intelligence near your maximum potential.

Step 1: Brain Nutrition

The most important thing is to sustain the work that your brain executes everyday with vitamins that he needs, otherwise: you will feel tired, irascible, bored, lifeless.
The brain evolves, regenerates and feed on these nutrients below (they are amino acids):
- pantothenic acid (for memory improvement)
- choline
- Glycine (prevents epilepsy)
- Histamine (sensory integration and reaction improvement)
- Serotonin (induces sleep)
- glutamine (improves concentration)

Now lets see Minerals&Vitamins:
- B2, B3, and especially B12 Vitamins that increases the speed of electrical impulses.
- copper and manganese adds to the information's transport speed.
- potassium, magnesium, zinc, vitamin C(general improvement of the brain)
- lecithin ( we all know this is a great nutrient for the brain's memory and reaction)

Step 2: Reduce Sugar Quantity

When high sugar drinks or candys are consumed, the pancreas, told by the brain's hypothalamus, releases insulin. The insulin signals all body cells to take sugar from the blood. Usually, the brain cells use 50% of all the sugar(glucose) in the bloodstream and the other organs will burn fat.
Since the brain is such a small percentage of body weight, with insulin present it must compete with the other organs and muscles which weigh 50 times as much as the brain, for blood sugar (glucose). This results in too little fuel to the brain, and is intensified if there is not enough chromium to bind insulin with the cellular membrane. The results are low energy, and a craving for even more sugar.
Interestingly, a healthy non-diabetic person's circulating blood contains less than one teaspoon of sugar. With a modern high sugar diet, to pour twenty teaspoons of simple sugar into the bloodstream is easy at one sitting! Hypoglycemia, diabetes, mental confusion, and behavioral problems are at epidemic proportions and are the outcome of unsuitable blood-sugar levels.
Complex carbohydrates, vegetables, grains, legumes, and nuts are a timed-release form of sugar not requiring a large release of insulin to the system, not forcing the brain to compete with other organs for sufficient energy and oxygen.

Step 3: Work Your Brain

Exactly like your muscles, your brain needs exercise, otherwise will get dull, inefficient, lazy, slow.
Here are some ways to exercise your brain:
- Inform yourself from different domains, science, biology, learn about the universe, zoology there are tons of articles waiting to be discovered, some of them will be appealing for you I'm sure.
- Learn what you like, don't read things that bore you, you will make your brain uninterested and you'll quickly want to do something else.
- Change your learning domains often (2-3 months intervals).
- Surround yourself with smart people so you can have interesting discussions everyday/week.
- When you have time watch documentaries on Discovery Chanel/Science or on National Geographic. This is a great way to increase your knowledge because is fun to do it, and much easier to assimilate information, rather then reading.
- Take IQ quizzes as they are composed from many domains and give a pretty good workout to the brain.
- Play word games, as they test your memory and creativity very much. (word games= games like WordRacer from Yahoo Messenger)
- Se how much you can remember from one look. Put a number of words on a page, lets say 30-50 words, look at them once for 5 seconds and then try to remember as many as you can. Repeat the process until you remember at least 60%. Change the words everytime.
This exercise works wonderful for the memory access time.
- Try to name as many cities,animals, companies, mountains or any other thing that starts with a random letter you think of. This improves the long term(deep memory) memory

 Step 4: Argue, argue, ague!

Did you noticed that everytime you argue with someone, he states something, you counter with another argument, he thinks of ways to impose his opinion, you try to bring your opinion in the light in various ways.
This is a great workout for the brain, as long as you don't argue about drinking beer or wine, in which case the brain will reject you and go to sleep.

Step 5: Sleep

Don't Neglect sleep it's very important for your sanity and general mood. many guys yell on the internet that they can sleep 20 minutes awake for 1 hour then go back to sleep 20 minutes and so on or guys that say they can learn more by sleeping only 3-4 hours a night, BULLSHIT!
You try what they say for a week and see if you can resist a week, of course the brain will adapt after a certain time but that doesn't mean it's good for him. Lack of sleep can cause mental instability, delirium, body shutdown(the sensation of fever only it's not real fever, it's the tired body urging for sleep which will installs after 1-2 hours from the fever apparition).
- Sleep at least 6 hours a night
- When you have to stay all night sleep more in another day when you have more time to recover.
- If you can't sleep without awakening 2-3 time a night(very common) or have insomnia go to a gym or exercise at home 3-4 times a week to stabilize your metabolism and after just a few days you'll sleep like a baby(of course if you really workout and you don't go to the gym to watch others work)

 Step 6: Exercise your body

This is the biggest mistake a person can make and it makes it out of laziness. Because of the kind of thinking: " why should i go to the gym when i can eat something or play something on my pc", many persons become obese or with health problems.
What has this to do with the brain? When you have a damaged liver or a deficient lung, the general mood of the brain will decrease and you will have to take medicines that ALWAYS have side effects over the body and the brain. Not to say about some toxins that can't be eliminated unless you sweat. Cumulated toxins will make you skin rash sometimes, zips, headaches, lack of concentration, irritability.
Ideal is to exercise 3-4 days a week because it will exponentially optimize your brain oxygenation, eliminate toxins, improve your self worth, imporve your blood circulation to vital organs and brain.

 Step 7: Relaxation

Some people respect the steps above but make another fatal mistake for the health of the brain. They never give it a rest. The best way to relax your brain is to travel out of your city at least once at 1-2 months. Mountains hiking is the best because of the fresh, clean air.
A brain can work in harsh conditions but remember to give him time to recover or else you'll damage him more then you can imagine.
                                                                                                            
By Hsin-Yi Cohen
Source About Intelligence

VALE A PENA SER UM ADVOGADO CORRESPONDENTE?


A atuação de um escritório de advocacia em nível nacional tem na Correspondência Jurídica e no Advogado Correspondente um dos seus pilares.
Mesmo para os escritórios de grande porte é difícil atender à demanda de clientes de outras cidades sem o apoio de outros colegas advogados.
Mas o advogado correspondente não estaria perdendo a sua importância, uma vez que há uma progressiva digitalização dos processos? De forma alguma! Há atos que exigem a sua presença física, como o comparecimento em audiências, procedimentos administrativos, despachos, entrada e retirada de certidões, bem como cópias dos processos que ainda são físicos.
Sem os advogados correspondentes, como podemos ver, seria muito custoso ao escritório enviar advogados internos para cumprimentos de tais obrigações. Independentemente da complexidade ou dificuldade do serviço, é sempre mais custoso pagar pelo deslocamento do advogado até a cidade onde a diligência precisa ser realizada. Há gastos com transporte, alimentação e hospedagem, além do desgaste físico.
Por este motivo, de suma importância é a posição do advogado correspondente, na medida que representa os interesses do cliente de outro advogado que agora pode prestar serviços jurídicos em comarcas diferentes da sua própria.
Ninguém tem dúvidas de quem o o início de carreira, provavelmente, é um dos períodos mais difíceis na vida profissional do advogado. Enquanto não realizam o sonho de ter o próprio escritório, ou mesmo ter um emprego numa firma reconhecida, há muitas batalhas para serem vencidas.
Muitos empregadores não gostam de contratar jovens advogados que chegam completamente "verdes" no mercado, exigindo do candidato à vaga uma experiência prévia na área. Você deve estar se perguntando: como atenderei ao requisito da experiência obrigatória se eu ainda sou um profissional inexperiente?
Nesse contexto a atuação como advogado correspondente tem se destacado pelas possibilidades e facilidades que traz ao advogado, principalmente para o iniciante, que busca alternativas para fomentar ou iniciar sua atividade. Ao ser contratado por outro profissional jurídico para prestar-lhe um serviço em seu nome, isso estimula o networking entre os diferentes advogados, e ainda gera renda e experiência para o advogado correspondente.
No entanto, lembre-se: na advocacia nada é fácil. Há uma concorrência brutal. Não é uma profissão para acomodados. Para não ficar fora do jogo, é preciso preparar-se constantemente.
O fato é que pela própria situação do mercado, muitos bacháreis ou recém formados não conseguem se posicionar dentro de um escritório ou de um departamento jurídico de uma empresa, e acabam optando também pela Correspondência Jurídica como fonte de renda extra e provisória.
Desta forma, o mercado ficou mais saturado, devendo este profissional se posicionar e se diferenciar para garantir a sua fatia do bolo. De qualquer forma, tenha em conta a extensão territorial do Brasil e o tamanho da sua população. Há, sim, possibilidades de atuação.
E agora pergunta-se: Como se bem posicionar neste mercado? Como ser diferente, conquistando clientes pela qualidade, e não meramente pelo preço de serviço?

Por Ricardo Bap
Fonte JusBrasil Notícias

CARREIRA DO DIREITO - A ADVOCACIA PRECISA ENCONTRAR MANEIRAS DE SE REINVENTAR


Em muitos países, inclusive no Brasil, advogados, clientes, juízes e instituições jurídicas estão em uma encruzilhada. Mudanças radicais na “operação jurídica”, tal como hoje praticada, são inevitáveis a despeito da resistência de muitos operadores, da OAB aqui no Brasil, de advogados e de outros “stake holders”. 
Há que se estar preparado para o advento de novas fórmulas para prover e receber serviços jurídicos. A pressão de custos nas empresas e nas instituições vai levar à disseminação de padronização de peças (quase um self service) de teleconferências, audiências virtuais, solução de conflitos via “on line”, formas alternativas de solução de conflitos, utilização de pools de advogados de empresas particulares não concorrentes trabalhando juntos e outras coisas, hoje ainda impensáveis.
As pessoas tendem a imaginar o futuro extrapolando o passado. Presumem a continuidade das atuais formas de trabalho jurídico. No entanto, cedo ou tarde, a descontinuidade e o rompimento de paradigmas serão inevitáveis e trarão mudanças significativas no “establishment” legal.  O modelo de hoje, em que advogados e clientes se encontram frente a frente e debatem soluções “sob medida”, poderá ser bem menos frequente no futuro. A advocacia terá que ser reinventada. O especialista, que “bola” soluções caso a caso, vai ser confrontado por novos métodos de trabalho, tais como a utilização compulsória de mão de obra de baixo custo (um escritório maior e mais caro que, para economizar, terceiriza parte do serviço para outro menor e mais barato), customização em massa, reciclagem de elementos jurídicos, intensificação dramática da Tecnologia da Informação – TI, padronização de peças, além de outros.
Essas mudanças serão impostas por alguns vetores básicos. Pequenas e médias empresas, assim como pessoas físicas confrontadas com problemas jurídicos, podem não ter recursos para contratar profissionais especializados. Podem optar por desistir de justas pretensões ou se "virar" sozinhas por não terem como pagar o serviço de advogados atuando da forma tradicional. Nessas situações, se arriscam ou se “automedicam”, recorrendo a palpites de amigos ou a internet.
Gerentes ou diretores jurídicos de grandes corporações buscam advogados externos, mesmo quando chefiam competentes equipes internas, no caso de disputas muito complexas ou que demandam mão de obra jurídica intensiva. No entanto, esses mesmos gestores também sofrem crescentes pressões nas suas organizações para reduzir os seus custos, seja: (a) reduzindo o número dos seus advogados internos; (b) dando preferência a profissionais mais baratos (e menos capazes); (c) conscientemente deixando de lado tarefas que os advogados deveriam fazer, sofrendo as consequências depois; (d) baixando os honorários cobrados pelos advogados externos. Nesse último caso, essa redução pode se dar por pressão dos clientes ou por iniciativa dos escritórios querendo ganhar as concorrências a qualquer preço.
Mas a coisa não fica aí, pois, além de ter que reduzir suas equipes e renegociar para baixo os honorários pagos aos advogados, os gestores jurídicos estão sendo cada vez mais obrigados a assumir novas responsabilidades (mesmo com menos gente) nas áreas de “compliance”, controle, auditoria e gerenciamento de risco.
Para muitos escritórios de advocacia os tempos de gordos honorários são apenas uma doce lembrança do passado. A conta não fecha!  Daí inevitável a reinvenção de novos métodos de trabalho de modo a conseguir redução substancial nos custos de execução não apenas em mão de obra interna como também na externa, tudo isso sem prejuízo da qualidade do desempenho e sem redução da expectativa dos usuários.
Os altos custos da forma tradicional de prestação de serviços jurídicos vão atrair cada vez mais “competidores” informais/irregulares, tais como empresas de auditoria, escritórios de contabilidade, profissionais irregulares e a malfadada concorrência da automedicação via internet, de que até os médicos se queixam.
A reserva de mercado para os advogados locais, cedo ou tarde, vai cair, inclusive porque as empresas globais com atuação no Brasil vão forçar essas mudanças na sua busca por maior eficiência e menos custos. Escritórios de advocacia estrangeiros, assim como “não advogados” irão atuar em serviços jurídicos, tal como já ocorre em muitos países. Na Austrália, até na bolsa de valores se negociam ações de escritórios de advocacia.  Os profissionais do direito que forem capazes de se preparar melhor e de se adaptar a esse meio hostil serão agentes da mudança e sobreviverão.

Por Luis Carlos Galvão
Fonte Consultor Jurídico

CLIENTES BUSCAM ADVOGADOS ESPECIALIZADOS E AMIGOS


Quem é o melhor advogado do ponto de vista do cliente? Para responder a essa pergunta, o advogado pode fazer uma ampla pesquisa de mercado ou simplesmente... pensar como cliente. Quem é o melhor médico? "Se você não sabe qual é sua necessidade médica, provavelmente quer se consultar com um clínico geral. Mas, se você é um esportista e sofreu uma torção no tornozelo, certamente quer ser tratado por um médico especializado em medicina esportiva", diz Larry Bodine, um especialista americano em desenvolvimento de negócios.
A maioria dos clientes ainda não aprendeu a usar métodos revolucionários para escolher advogados. Escolhem com base em preferências pessoais, conforme dita a tradição. Por exemplo:

1. Os clientes preferem trabalhar com especialistas — não generalistas.
Deixando de lado as grandes corporações, que se entendem bem com as grandes bancas, o resto do mercado está sempre em busca de "especialistas em duas pontas", a da advocacia e a do cliente. Isto é, advogados que dominam uma área jurídica específica, de um lado, e de outro sabem tudo (ou pelo menos muito) sobre a área de atuação do cliente.
Exemplos: um clube de futebol prefere um advogado com amplo conhecimento da legislação esportiva e também do funcionamento dos clubes, da contratação e dispensa de jogadores etc. Um sindicato prefere um advogado que seja profundo conhecedor da legislação trabalhista e da sindical, mas que também tenha um ótimo conhecimento do funcionamento dos sindicatos. O mesmo advogado está na preferência de uma empresa com problemas com sindicato, especialmente se ele conhece todos os seus problemas de mão de obra e de seu sistema de produção.
Hoje, advogados tributaristas têm de ter um amplo conhecimento sobre o setor de transporte, de alimentação ou de fabricação, se querem representar empresas em qualquer dessas áreas. Ou, quando as coisas começam a ficar mais modernas, tem de ser um expert em tecnologia, biotecnologia, computação, telecomunicações, comunicação móvel, ciências, se pretende atuar no campo de patentes, direitos autorais ou até mesmo na área criminal, se quer representar uma das partes em um caso de crime cibernético.
Em cada uma dessas áreas, o advogado deve estar onde seus clientes estão: associações, sindicatos, clubes, exposições, seminários e conferências, premiações e qualquer outro tipo de evento. "Vá com o propósito de ver e ser visto, conhecer e ser conhecido; faça parte de qualquer conselho ou diretoria que forem instituídos; participe da edição do boletim da organização; lidere um dos programas da entidade; demonstre sua especialização, sempre que tiver uma chance", diz Bodine.

2. Os clientes preferem trabalhar com pessoas que elas conhecem e gostam.
Os advogados rainmakers (os que fazem chover) são rainmakers por uma razão principal: eles têm mais relacionamentos com possíveis clientes do que os demais advogados da firma. Os rainmakers visitam os clientes — os atuais e os futuros. Marcam reuniões quinzenais em que o objetivo principal, muitas vezes, é perguntar "como vão as coisas?". O rainmaker fala pouco, o suficiente para fazer o cliente falar — e escuta, com o detector de problemas ligado. Com os atuais clientes, a finalidade da reunião não é discutir os atuais problemas, mas ver no radar os que estão se aproximando.
As comunicações eletrônicas são fantásticas para o advogado, para o cliente, para todo mundo. Não para o trabalho de rainmaking. Podem ser um acessório de grande utilidade, mas nunca serão a principal arma para um advogado conquistar clientes. Essa é o contato pessoal. Clientes não gostam de entregar sua vida jurídica a advogados com os quais não conseguem interagir face a face. Pelo menos no início do relacionamento. Entre um advogado que se comunica por e-mail e outro que se comunica pessoalmente, ele fica com o que pode olhar nos olhos, falar da empresa, da família etc.

3. Os clientes preferem trabalhar com conselheiros pessoais de confiança.
Especialmente os que vivem isolados por qualquer razão, incluindo o poder. Presidentes e CEOs de grandes organizações, por exemplo, sãos seres solitários. Eles não podem se dirigir aos membros do Conselho para se queixar das agruras da vida em seu posto. Tampouco podem se dirigir a seus subordinados, em busca desse tipo de conforto. "Muitos advogados conquistam CEOs fazendo o papel de ombro amigo", diz Bodine.
Como a maioria dos seres humanos, presidentes e CEOs de grandes corporações precisam de alguém em quem confiam para conversar sobre assuntos "sensíveis". Pode ser uma questão tributária, um dilema societário ou um problema conjugal. Sempre haverá algum problema. E sendo problema, por definição, haverá uma solução, que o advogado não terá dificuldade em encontrar, se for da área jurídica. O fato é: o advogado que conquista o amigo, conquista o cliente.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL - ESPECIALISTA ENSINA COMO DESENVOLVER CAPACIDADE DE PERSUASÃO


Todas as pessoas nascem persuasivas. O bebê, quando quer mamar, chora. Quando não é satisfeito, chora mais alto. Entre charmes e birras, a criança tenta obter o que quer. São formas naturais de persuasão que, com o tempo, as pessoas desenvolvem. Mas, em muitos casos, a capacidade de persuadir (ou de negociar) perde tração com as intempéries da vida. E a pessoa passa a pensar que não a tem.
O escritor Travis Bradberry, coautor do livro Emotional Intelligence 2.0 e presidente da TalentSmart, afirma que a capacidade de persuadir não é um talento de poucos afortunados, como se pensa. É um dom que está acessível a todos, mas só é aproveitado por aqueles que aprendem a usar a arma secreta da simpatia. Ou seja, se tornam fáceis de se gostar.
Essas pessoas, diz BradBerry, fazem com que os outros gostem mais do que de suas ideias. Fazem com que as outras pessoas gostem delas. Tal dom não é exclusivo das pessoas mais talentosas, mais bonitas, mais ricas, mais sociáveis ou mais poderosas. Ele decorre do uso que a pessoa faz de sua Inteligência emocional, diz Bradberry.
Um estudo da Universidade da Califórnia confirmou essa teoria. As pessoas fáceis de se gostar não são necessariamente sociáveis, inteligentes, atraentes ou portadoras de outras características inatas. Em vez disso, elas adquirem algumas características essenciais, como a sinceridade, a transparência e a capacidade de entender os outros.
A TalentSmart fez seu próprio estudo, com a finalidade de apurar características comuns das pessoas com alta capacidade de persuasão e que as usam em seu favor. São características que, segundo Travis Bradberry, podem ser adotadas — ou aprendidas — por qualquer um. Eis o que o estudo revelou sobre essas pessoas:

1. Elas são amáveis
Pessoas persuasivas nunca ganham a batalha só para perder a guerra. Isto é, elas não fazem questão de ganhar discussões. Preferem conseguir o resultado final almejado. Para isso, é necessário, muitas vezes, dar razão aos interlocutores, ceder em alguns pontos, para torná-los felizes. Assim, preparam o “espírito” das outras pessoas, para que elas venham a concordar com o que é mais importante. Elas sabem que chegar ao resultado desejado é melhor do que estar “certo”.

2. Elas não são insistentes
Pessoas persuasivas explicam suas ideias de forma positiva e confiante, sem serem agressivas ou insistentes. Pessoas insistentes podem ser desagradáveis. Pessoas persuasivas não pedem demais e não argumentam com veemência excessiva, porque sabem que a abordagem sutil é a que ganha as pessoas no final das contas. Se houver necessidade de ser agressivo, é melhor fazê-lo com confiança e muita calma. Não se deve ser impaciente, nem persistente em excesso. Se sua ideia é realmente boa, as pessoas entenderão isso, se você lhes der algum tempo. Do contrário, nunca vão entendê-lo.

3. Elas não são tímidas
Apresentar ideias ou propostas como se estivesse pedindo aprovação da outra parte, fazem elas parecerem duvidosas e pouco convincentes. Mesmo sendo tímidas, as pessoas devem apresentar suas ideias como declarações de fatos interessantes, para os outros “ruminarem” sobre elas. Importante: elimine expressões que enfraquecem suas afirmações, como “eu acho”, “eu penso que”, “em minha opinião”. Quando você declara alguma coisa, os outros já sabem que é sua opinião ou o que você pensa.

4. Elas conhecem seu público
Pessoas persuasivas conhecem seus interlocutores por dentro e por fora. Usam esse conhecimento para, entre outras coisas, falar na linguagem deles. E também para falar em um tom que corresponde à personalidade de cada interlocutor. Por exemplo, é preciso abaixar o tom ao falar com uma pessoa tímida ou sensível. E pode ser necessário aumentar o tom ao falar com uma pessoa agressiva, embora isso não signifique também ser agressivo. Cada pessoa (ou cada grupo de pessoas) é diferente e a percepção de suas personalidades ajuda você a ser persuasivo, de uma forma mais eficaz.

5. Elas criam imagens
As pesquisas mostram que as pessoas são mais facilmente persuadidas, se você der vida às ideias com imagens. As pessoas persuasivas “ilustram” seus argumentos com imagens para ajudar seus interlocutores a entender o que estão dizendo. Nem sempre é possível criar imagens para “ilustrar” todos os argumentos. Nesse caso, há um segundo recurso: contar uma história. Um argumento, “ilustrado” por uma boa história, também cria imagens na mente dos interlocutores. Assim, fica mais fácil assimilá-lo.

6. Elas usam linguagem corporal positiva
As pessoas persuasivas têm consciência de seus gestos, expressões e tons de voz. E se certificam de que sejam positivos, para envolver seus interlocutores nas discussões com a mente aberta. Usar um tom de voz entusiasmado, não cruzar os braços, manter contato visual e, sentado, se inclinar em direção ao interlocutor (em vez de se recostar na cadeira) são formas de linguagem corporal positiva que atraem os interlocutores e ajudam a validar seus argumentos. Em matéria de persuasão, “como” você diz alguma coisa pode ser mais importante do que o “que” você diz.

7. Elas sorriem
As pessoas observam naturalmente (e inconscientemente) a linguagem corporal de seus interlocutores. Se você quer que as pessoas gostem de você e acreditem em você, sorria durante a conversação. Elas irão inconscientemente retornar o favor e se sentir bem. As pessoas persuasivas sorriem muito, porque elas têm um entusiasmo autêntico por suas ideias. E isso provoca um efeito contagioso em todos.

8. Elas acatam os pontos de vista alheios
Uma tática extremamente poderosa de persuasão é acatar os argumentos alheios. Considere que seu próprio argumento pode não ser perfeito. Isso mostra que você está discutindo com a mente aberta e que melhorar suas ideias, em vez de insistir teimosamente em sua causa. Você quer que seus interlocutores percebam que você está levando em conta os melhores interesses deles. Use expressões como “eu sei onde você quer chegar” e “isso faz sentido”. Isso demonstra que você está prestando atenção no que dizem e que não tem intenção de fazê-las “engolir” seus argumentos. Pessoas persuasivas reconhecem o direito dos outros a suas próprias opiniões e lhes conferem validade. A vantagem disso é que você mostra respeito às ideias de seu interlocutor, tornando-o maios suscetível a aceitar as suas.

9. Elas fazem boas perguntas
Um dos piores erros que ema pessoa faz durante uma discussão (ou negociação) é não ouvir o que o interlocutor está dizendo, porque está pensando no que vai dizer a seguir ou em como o que a outra pessoa está dizendo vai afetá-la pessoalmente. As palavras do interlocutor são claras e suficientemente altas, mas seu sentido é perdido por falta de atenção. Uma maneira simples de resolver isso é fazer perguntas — muitas perguntas. As pessoas lhe dão crédito se perceberem que está ouvindo o que dizem. Um simples pedido de esclarecimento mostra que você está ouvindo e também que se importa com o que a outra pessoa está dizendo. Você se surpreenderá com o respeito e a admiração que vai ganhar simplesmente por fazer perguntas.

10. Elas falam seu nome
O nome é uma parte essencial da identidade de uma pessoa. Qualquer um se sente bem quando é tratado pelo nome. As pessoas persuasivas sempre falam o nome de outros, quando os encontram. E não usam o nome apenas quando cumprimentam seus interlocutores. As pessoas sentem respeito por quem se dirige a elas pelo nome no curso de uma conversação.

11. Elas estabelecem conexões
A probabilidade de uma pessoa aceitar o que você tem a dizer é maior quando elas sabem que tipo de pessoa você é. Em um estudo sobre negociações na Universidade de Stanford, os estudantes foram orientados a negociar alguma coisa e chegar a um acordo. Sem qualquer instrução, 55% dos estudantes conseguiram chegar a um acordo na primeira rodada. Na segunda, eles foram instruídos a se apresentar e falar sobre elas mesmas, antes de negociar e buscar um acordo. Nessa etapa, 90% dos estudantes chegaram a um acordo. Isso evita muitas dificuldades nas negociações. Cada um passa a falar com outra pessoa, não com um oponente ou um alvo a ser derrubado. Não importa quão irrefutável seja seu argumento, se você não se conectar com seu interlocutor em um nível pessoal. Ele irá desconfiar de tudo que você falar.

12. Elas são autênticas
Ser autêntico e honesto é essencial para ser persuasivo. Ninguém gosta de pessoas falsas. As pessoas tendem a gravitar em torno de quem é autêntico (ou genuíno), porque sentem que podem confiar nele. É difícil confiar em alguém que você não sabe quem realmente é e o que realmente sente. Pessoas persuasivas são autênticas por ser o que elas são, durante uma discussão ou negociação, em vez de pretender ser uma pessoa diferente, mais interessante para seu interlocutor, que pode ser desmascarada a qualquer momento.

13. Elas sabem quando parar
A urgência é uma ameaça constante à persuasão. Por isso, vá devagar. Quando você tenta forçar as pessoas a concordar imediatamente, elas provavelmente irão resistir mais fortemente e se apegar a suas opiniões originais, de acordo com estudos. Sua impaciência só gera mais contra-argumentos. Se sua posição é realmente forte, você não deve ter medo de parar e dar a seu interlocutor mais tempo para digerir suas ideias. Aliás, boas ideias são difíceis de ser processadas instantaneamente. Sempre requerem algum tempo para serem aceitas.

Considerações finais
Pessoas persuasivas são boas para ler e responder a outras pessoas. Elas confiam muito em sua inteligência emocional, para levar as pessoas a aceitar suas ideias. Com 90% dos negociadores pesquisados confiando em sua inteligência emocional, não é surpresa que esse seja um dos elementos mais fortes no desenvolvimento da capacidade de persuadir, diz BradBerry. Ele recomenda que você adicione essas características a seu repertório, como uma forma de se juntar ao clube dos bons negociadores.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

O ADVOGADO E O DEVER PROFISSIONAL DE INFORMAÇÃO


O exercício profissional da advocacia, como se sabe, é pautado por uma série de direitos e deveres. Dentre estes sobressai o dever de informação, que, no âmbito da advocacia contenciosa, é bifurcado em duas diferentes direções.
Em primeiro lugar, no relacionamento com o seu constituinte, a teor do disposto no artigo 8º do Código de Ética e Disciplina da OAB, o advogado tem o dever de “informar o cliente, de forma clara e inequívoca, quanto a eventuais riscos da sua pretensão, e das consequências que poderão advir da demanda”.
Ademais, a atuação do advogado no cenário processual também lhe impõe desde o dever de apresentar procuração, manter os seus dados e os de seu cliente devidamente atualizados, até aquele de comunicar ao juízo qualquer fato superveniente que possa interessar à marcha processual.
No que respeita ao primeiro, vale dizer, ao dever ético de informação ao cliente, não se restringe ele, por certo, ao aconselhamento preliminar atinente à possibilidade de êxito da causa. Tal dever perdura durante toda a tramitação do processo, incluindo é claro a fase de cumprimento da sentença.
O advogado — especialmente os mais jovens — jamais pode esquecer que, no exercício da profissão que escolheu, lida ele com o drama da vida de seu cliente, por mais insignificante que seja a causa. O seu constituinte geralmente não é versado em Direito, embora sempre entenda que tem razão. Daí a importância da assistência ao constituinte, por meio da transmissão de informações detalhadas do andamento da causa, com o anúncio, tanto quanto possível, da estratégia a ser tomada e dos respectivos riscos, deixando ao seu cliente o poder de deliberar sobre a intenção de assumi-los ou não, após o devido aconselhamento técnico.
Não é preciso dizer que todo cliente aprecia essa mínima atenção — que é um dever, como acima frisado — dispensada pelo seu advogado, profissional que ele depositou integral confiança.
Compartilhar com o cliente as agruras da atividade forense, numa verdadeira relação de cumplicidade, legitima a atuação profissional do advogado, que tem consciência da relevância de seu munus.
O fornecimento da informação, em inúmeras situações, pode ser formalizado por meio de simples relatórios, quando houver novidade processual relevante, em linguagem direta e didática, relatando ao cliente o ocorrido e a próxima providência a ser tomada ou mesmo o que deverá suceder em sequência.
Tenha-se presente, a guisa de exemplo, que o Código de Processo Civil em vigor introduziu importante novidade, a exigir, com certeza, maior comunicação entre advogado e cliente. O artigo 85, parágrafo 1º, determina expressamente que são devidos honorários nos recursos interpostos, de forma cumulativa. Isso significa que se a parte, já derrotada, não obtiver êxito no recurso que interpôs, poderá ficar numa situação ainda pior.
Diante desse cenário, antes da vigência do novo CPC, caso o advogado não recorresse, o cliente lhe cobrava: por que você não recorreu? Hoje, com a referida novidade, que pode, como visto, agravar a posição do cliente, a equação se inverte, ou seja, se o advogado interpuser recurso e este não for provido, o cliente irá, por certo, lhe desafiar: por que você recorreu?
Esse tormentoso problema ganha especial relevância quando há manifesta divergência jurisprudencial acerca de determinada tese. O advogado deixa de mencioná-la ao cliente. Um amigo deste obteve sucesso em demanda análoga, patrocinada por outro advogado, mas o seu cliente experimentou derrota, porquanto a câmara que julgou a apelação acolheu a outra orientação pretoriana. A falta de uniformidade da jurisprudência, além de acarretar manifesta insegurança jurídica, coloca em dúvida a qualidade do exercício profissional prestado, dada a inequívoca imprevisibilidade do resultado de certas questões jurídicas.
Na verdade, a harmonia dos precedentes judiciais, além de constituir precioso elemento de confiança no Poder Judiciário, tem enorme repercussão na sociedade, porque uma conduta uniforme de julgar confere estabilidade aos conceitos e às relações jurídicas. Não há conspiração maior contra a previsibilidade e a segurança do Direito do que as repentinas e inusitadas alterações da jurisprudência.
A respeito desse crucial problema, o saudoso ministro Humberto Gomes de Barros asseverou, em conhecido pronunciamento, que: “O STJ foi concebido para um escopo especial: orientar a aplicação da lei federal e unificar-lhe a interpretação, em todo o Brasil. Se assim ocorre, é necessário que sua jurisprudência seja observada, para se manter firme e coerente. Assim sempre ocorreu em relação ao STF, de quem o STJ é sucessor, nesse mister. Em verdade, o Poder Judiciário mantém sagrado compromisso com a justiça e a segurança. Se deixarmos que nossa jurisprudência varie ao sabor das convicções pessoais, estaremos prestando um desserviço a nossas instituições. Se nós — os integrantes da Corte — não observarmos as decisões que ajudamos a formar, estaremos dando sinal, para que os demais órgãos judiciários façam o mesmo. Estou certo de que, em acontecendo isso, perde sentido a existência de nossa Corte. Melhor será extingui-la” (Corte Especial, Agr. Reg. nos Emb. Div. no REsp. 228.432-RS).
A referida tensão entre advogado e cliente também se verifica, não raro, quando se chega à fase de cumprimento de sentença. O advogado tem o dever de esclarecer o seu cliente, contra quem está sendo exigida a satisfação do título judicial, quanto à viabilidade de constrição sobre ativos financeiros. Como o denominado bloqueio online tornou-se muito dinâmico e eficaz, uma vez efetivado, o advogado acaba sendo crucificado pelo devedor, seu cliente, que se sente abandonado pela ausência de orientação acerca dessa possibilidade.
Disso tudo resulta que a ausência de informação e diálogo prévios entre o advogado e seu constituinte pode ensejar — como de fato enseja — um desgaste desnecessário, o qual, em várias ocasiões, acaba rompendo a relação de confiança que é a pedra de toque da prestação de serviço profissional.
Já no que se refere à comunicação na esfera processual, o advogado tem o dever de informação, que acaba se desdobrando numa variedade de implicações de relevo.
O advogado, antes de mais nada, deve fornecer e manter atualizados todos os seus dados e os de seu cliente. O próprio Código de Processo Civil, visando à efetividade das comunicações entre os protagonistas da relação processual, exige a atualização desses dados, presumindo que aqueles constantes do processo estejam corretos (artigo 77).
A informação ao juízo da causa de quaisquer fatos que tenham repercussão sobre a sorte do processo igualmente constitui dever do advogado. Assim, por exemplo, se porventura ocorrer sucessão intervivos, no plano do direito material, cabe ao advogado comunicar ao juiz, para que possa ser determinada a respectiva habilitação.
Ademais, se for constatada a superveniência de fato implicativo da perda de objeto do processo, como a satisfação do crédito exequendo, o advogado tem o dever de informar, a evitar dispêndio desnecessário de tempo, dinheiro e energia. O descumprimento desse dever, nessa situação, pode até mesmo gerar responsabilidade por perdas e danos diante de omissão passível de ser reconhecida como litigância de má-fé, nos termos do artigo 80, inciso IV, do Código de Processo Civil.
Concluo, pois, exortando os meus estimados colegas a não descurarem desse ônus que a profissão nos impõe, em prol do prestígio da advocacia.

Por José Rogério Cruz e Tucci
Fonte Consultor Jurídico

ADVOGADO CORRESPONDENTE

Sua importância para o mundo jurídico

O mercado da advocacia de correspondência ou da advocacia de apoio cresceu com muita rapidez nos últimos anos.
Este crescimento se deve, em parte, ao conceito de empreendedorismo que tem alcançado muitos profissionais que almejam criar algo diferente e com valor.
O advogado correspondente é aquele que busca apoiar empresas e escritórios de advocacia nas tarefas concernentes a audiências, cópias, protocolos, despachos entre outras atividades.
Escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de empresas recorrem a este tipo de contratação, quando mensuram a economia de tempo e a redução de custo com a terceirização de determinado serviço jurídico.
Destaca-se o fato de que este profissional não deve ser visto como mero cumpridor de atividades jurídico-administrativas, mas sim como um parceiro importante na consecução de objetivos e parte da estrutura jurídica.
Entretanto, não é fácil conquistar autoridade neste novo mercado onde a concorrência cresce a cada dia.
O dia a dia revela que os escritórios bem como as empresas estão mais exigentes na contratação de correspondentes, avaliando previamente a tecnologia utilizada pelo profissional ou escritório, o preço dos serviços, o número de profissionais envolvidos na operação, o tempo de mercado e a abrangência geográfica de atuação.
Deste modo, para se destacar no mercado, a prestação de serviço precisa ser efetuada de modo excelente. E o que vem a ser atendimento de excelência dentro da correspondência jurídica?
Por exemplo, se o advogado foi contratado para realizar uma audiência, este deve estar cônscio de que este é um dos atos mais nobres do processo, principalmente se a audiência for à de instrução e julgamento, vocacionada à produção da prova oral, momento em que o juiz formará seu convencimento como destinatário da prova.
Logo o advogado deve ficar bem atento na execução deste trabalho que deverá ser feito com muito esmero.
O correspondente jurídico precisa ficar bem atento ao check list abaixo recomendado para realização de audiências:

CHECK LIST BÁSICO AUDIÊNCIAS
  • Confira sempre os documentos de representação processual (desde a procuração até o substabelecimento do advogado correspondente e a carta de preposição);
  • Estude a defesa, a estratégia do cliente e esclareça todas as dúvidas com antecedência;
  • Desloque-se com antecedência para o local da audiência, pois imprevistos acontecem;
  • Instrua o preposto;
  • Atue com foco e pró-atividade, destaque na ata, desde que permitido, os pontos centrais da defesa ou outras considerações importantes, produza corretamente a prova oral e as demais provas, agrave, se for o caso, etc...;
  • Requeira publicações em nome do advogado responsável;
  • Anote os dados de contato da parte adversa e seu patrono para o caso de futura negociação;
  • Encaminhe junto com a ata relatório dos fatos ocorridos em audiência.

Com relação às solicitações de cópias sempre percorremos os pontos abaixo:
  • Sempre verifique a disponibilidade do processo para cópias – alguns clientes costumam realizar solicitações sem esta prévia verificação de disponibilidade e como não recebem as cópias entendem que não devem efetuar o pagamento da diligência. Assim melhor verificar e informa-lo da situação do processo e deixar que ele decida quanto ao prosseguimento ou não da solicitação de diligência;
  • Antes de ajustar o valor verifique pelo site do Tribunal o número de folhas aproximado do processo;
  • Faça cópias de qualidade;
  • Respeite o prazo acordado para entrega da diligência.

Todas as atividades devem ser feitas em benefício do cliente.
Algo que temos aprendido é que a informação tem valor inestimável, sobretudo, a que tem maior valor é a informação do tipo solução.
Lembro que certa vez recebemos um pedido de cópia integral para que o cliente elaborasse a defesa de determinado processo.
Como conhecíamos o entendimento do juízo a respeito da matéria discutida nos autos repassamos ao cliente as cópias com estas informações.
O cliente, além de surpreso com esta atuação, posto que simplesmente esperava receber cópias, conseguiu obter um ótimo resultado no processo uma vez que as informações reveladas o auxiliaram na escolha da melhor estratégia para condução daquele caso.
Atuando desta forma o correspondente jurídico consegue agregar valor ao seu serviço.
Por fim, destacamos que a atenção, o interesse pela necessidade do cliente, o comprometimento e o foco devem permear a realização de qualquer tarefa desempenhada pelo advogado correspondente que a cada dia tem sua importância ampliada no mundo jurídico.

Por Fabiana Porto
Fonte JusBrasil Notícias