quarta-feira, 25 de abril de 2018

REALIDADE BRASILEIRA


EPISTEMOLOGIA DE EÇA DE QUEIRÓS

FRASE COM 2054 ANOS

FILOSOFIA DE PLATÃO

THOMAS EDISON: FOR 100% RENEWABLE ENERGY, ESPECIALLY SOLAR


Edison was way ahead of his time, and was clearly a fan of the 100% renewable energy ida (a true possibility), and especially tapping into our insanely abundant supply of solar energy.
By Zachary Shahan
Source CleanTechnica

4 MANEIRAS DE GASTAR DINHEIRO

UMA CIVILIZAÇÃO DIFERENTE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

CORRENTE DE ORAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

PESSOAS VIOLENTAS

O VENTO É UMA DAS MAIS ANTIGAS FONTES RENOVÁVEIS UTILIZADAS PELO HOMEM

História da energia eólica

Moinho de vento Pitstone
acredita ser o mais antigo moinho de vento das Ilhas Britânicas

Já há quatro milênios as pessoas usavam a energia eólica na forma de barcos à vela no Egito. As velas capturavam a energia no vento para empurrar um barco ao longo da água. Os primeiros moinhos de vento, usados para moer grãos, surgiram entre 2 mil a.C., na antiga Babilônia, e 200 a.C. na antiga Pérsia, dependendo de para quem se pergunta. Estes primeiros dispositivos consistiam em uma ou mais vigas de madeira montadas verticalmente, e em cuja base havia uma pedra de rebolo fixada ao eixo rotativo que girava com o vento. O conceito de se usar a energia do vento para moer grãos se espalhou rapidamente ao longo do Oriente Médio e foi largamente utilizado antes que o primeiro moinho de vento aparecesse na Europa. No início do século XI d.C., os cruzados europeus levaram o conceito para casa e surgiu o moinho de vento do tipo holandês com o qual estamos familiarizados.
O desenvolvimento da tecnologia da energia eólica moderna e suas aplicações estavam bem encaminhados por volta de 1930, quando estimados 600 mil moinhos de vento abasteciam áreas rurais com eletricidade e serviços de bombeamento de água. Assim que a distribuição de eletricidade em larga escala se espalhou para as fazendas e cidades do interior, o uso de energia eólica nos Estados Unidos começou a decrescer, mas reviveu depois da escassez de petróleo no início dos anos 70. Nos últimos 30 anos, a pesquisa e o desenvolvimento variaram com o interesse e incentivos fiscais do governo federal. Em meados dos anos 80, as turbinas eólicas tinham uma capacidade nominal máxima de 150 kW. Em 2006, as turbinas em escala de geração pública comercial têm potência nominal comumente acima de 1 MW e estão disponíveis em capacidades de até 4 MW.

Fonte howstuffworks.com

ENERGIA SOLAR - FONTE ENEGÉTICA ABUNDANTE


No decorrer da década de 70, o mundo adquiriu profunda consciência de uma escassez global de combustíveis fósseis e, com o inevitável declínio dessas fontes convencionais de energia à vista, os principais países industrializados empreenderam uma rigorosa campanha a favor da energia nuclear como fonte energética alternativa. O debate sobre como solucionar a crise energética concentra-se usualmente nos custos e riscos da energia nuclear, em comparação com a produção de energia proveniente do petróleo, do carvão e do óleo xistoso. Os argumentos usados por economistas do governo e das grandes companhias, bem como por outros representantes da indústria energética, são fortemente tendenciosos sob dois aspectos. A energia solar — a única fonte energética que é abundante, renovável, estável no preço e ambientalmente benigna — é considerada por eles "antieconômica" ou "ainda inviável", apesar de consideráveis provas em contrário; e a necessidade de mais energia é pressuposta de maneira indiscutível.
Qualquer exame realista da "crise energética" tem que partir de uma perspectiva muito mais ampla do que essa, uma perspectiva que leve em conta as raízes da atual escassez de energia e suas ligações com os outros problemas críticos com que hoje nos defrontamos. Tal perspectiva torna evidente algo que, à primeira vista, poderá parecer paradoxal: para superar a crise energética, não precisamos de mais energia, mas de menos. Nossas crescentes necessidades energéticas refletem a expansão geral dos nossos sistemas econômico e tecnológico; elas são causadas pelos padrões de crescimento não-diferenciado que exaurem nossos recursos naturais e contribuem, de modo significativo, para nossos múltiplos sintomas de doença individual e social. Portanto, a energia é um parâmetro significativo de equilíbrio social e ecológico. Em nosso estágio atual de grande desequilíbrio, contar com mais energia não resolveria os nossos problemas, mas só iria agravá-los. Não só aceleraria o esgotamento de nossos minerais e metais, florestas e peixes, mas significaria também mais poluição, mais envenenamento químico, mais injustiça social, câncer e crimes. Para fazer frente a essa crise multifacetada não necessitamos de mais energia, mas de uma profunda mudança de valores, atitudes e estilo de vida.
Uma vez percebidos esses fatos básicos, torna-se evidente que o uso de energia nuclear como fonte energética é absoluta loucura. Ultrapassa o impacto ecológico da produção de energia em grande escala a partir do carvão, impacto esse que já é devastador, em vários graus, e ameaça envenenar não apenas nosso meio ambiente natural por milhares de anos, mas até mesmo extinguir toda a espécie humana. A energia nuclear representa o caso mais extremo de uma tecnologia que tomou o freio nos dentes, impulsionada por uma obsessão pela auto-afirmação e pelo controle que já atingiu níveis patológicos.
Ao descrever a energia nuclear em tais termos, refiro-me a armas nucleares e a reatores nucleares. Esses dois fatores não podem ser considerados separadamente; esta é uma propriedade intrínseca da tecnologia nuclear. O próprio termo nuclear power tem dois significados vinculados. Power, além do significado técnico de "fonte de energia", possui também o sentido mais geral de "posse de controle ou influência sobre outros".
Assim, no caso do nuclear power (energia nuclear e poder nuclear), esses dois significados estão inseparavelmente ligados, e ambos representam hoje a maior ameaça à nossa sobrevivência e ao nosso bem-estar.
Por Fritjjof Capra 1982
Fonte O Ponto de Mutação

SAIBA COMO TER CONEXÕES DE SUCESSO NA ADVOCACIA: LINKEDIN PARA ADVOGADOS


Os advogados adoram o LinkedIn, e não é difícil saber o porquê. De todas as redes sociais, o foco do LinkedIn para negócios possui uma aura de profissionalismo muito adequada, oferecendo múltiplas formas de compartilhar conteúdos e demostrar conhecimentos especializados na advocacia.
Mas, como qualquer ferramenta, pode ser adversa se não for usada corretamente. Parte desse uso adequado envolve a etiqueta do LinkedIn. A falta de observação do comportamento correto pode prejudicar a sua reputação e do seu escritório de advocacia. Aqui estão três coisas a serem evitadas no LinkedIn.

1. Não pense que você tem que aceitar todos os convites para se conectar
Você recebeu um pedido de conexão de alguém que você não conhece? Provavelmente prudente simplesmente ignorar ou gentilmente recusar isso. Sim, parece ser bom ter uma grande rede de conexões. Mas a qualidade e a sua reputação, duramente merecidas, são mais importantes do que a quantidade, quando se trata dessas conexões.

2. Não publique atualizações que não tenham nada a ver com sua área
Quando você compartilha itens através de uma atualização de status ou de um grupo profissional do LinkedIn, um excelente hábito que pode demonstrar seu conhecimento e autoridade é a verificação. Os demais devem estar de acordo com suas práticas ou da discussão em questão.

3. Não tente barganhar nada para obter resultados
O LinkedIn é sobre construir relacionamentos, e esse convívio precisa ser nutrido. Postando algo como "Se você está procurando uma experiência respeitável na advocacia, ligue para mim" pode fazer você parecer com um desesperado. Também causa problemas com a ética condizente com a advocacia e seu o marketing pessoal.
Você pode resumir todos esses pontos de etiqueta em uma frase: não se descuide. E essa frase deve ser transferida para a manutenção da sua página do LinkedIn. Certifique-se de ter todas as suas informações sempre atualizadas. E por fim esqueça de uma vez por todas o pensamento que o LinkedIn é apenas um lugar para colocar seu currículo de advogado.
No Linkedin, o objetivo é o aperfeiçoamento profissional, além de ser ótimo para melhorar sua carreira, também promove a oportunidade de construir uma valiosa rede de contatos. Afinal, quanto maior a conexão com suas relações, maior a chances de receber conteúdos assertivos e de obter sucesso.

Por Jurídica Marketing
Fonte JusBrasil Notícias

COMO USAR O WHATSAPP PARA ADVOGAR? VEJA ALGUMAS DICAS QUE PODEM AJUDÁ-LO A MELHORAR SEU ATENDIMENTO


Seja você um advogado autônomo ou atuante em um escritório, um ponto fundamental para a construção de uma boa reputação é um relacionamento saudável com o cliente. Por isso, é sempre muito importante conhecer bem o seu cliente, para dar a ele um atendimento, na medida do possível, personalizado, garantindo uma experiência positiva para ambas as partes.
O que sustenta uma boa imagem é a percepção que os clientes têm do profissional. Essa percepção é afetada por uma série de fatores, que vão desde a recepção no escritório, modo de se vestir, pontualidade, obtenção de sucesso profissional, até os canais pelos quais o advogado se comunica.
No mundo globalizado, é preciso pensar no atendimento como algo que foge do escritório. Muitas vezes é preciso responder o cliente via e-mail ou até mesmo por meio de suas redes sociais pessoais. O WhatsApp é um aplicativo que tem sido muito usado para advogar. No entanto, por mais que seu uso permita reduzir o tempo de espera por procedimentos legais, há algumas decisões urgentes que o advogado deve levar em conta antes de disponibilizar seu número pessoal ao cliente.
Os aplicativos de comunicação instantânea, como é o caso do Whatsapp, revolucionaram a comunicação entre pessoas. Essa transformação, além de afetar os relacionamentos interpessoais, também trouxe consequências para os relacionamentos profissionais.
Se por um lado, o Whatsapp é um meio de comunicação ágil, prático e barato, por outro, o uso profissional dessa ferramenta deve ser feito tomando alguns cuidados.
No caso dos advogados, algumas restrições e diretrizes do Código de Ética devem ser observadas. Além disso, é fundamental estabelecer regras junto aos clientes acerca do uso do Whatsapp.
Diante disto, listamos algumas dicas que podem evitar problemas e auxiliar a dinamizar o uso do aplicativo com seus clientes. Confira!

1ª Dica: Conheça o Código de Ética da OAB e suas vedações a respeito do tema
Nenhum advogado é obrigado a utilizar o Whatsapp como um canal de comunicação. No entanto, por se tratar de um meio bastante eficiente e muito acessível, o atendimento de advogados pelo Whatsapp pode melhorar a relação com clientes.
Vale observar, no entanto, que o Código de Ética da OAB veda a prestação de serviços ou mesmo de assessoria por qualquer meio de comunicação, sem que haja a devida cobrança. Logo, antes de estabelecer esse meio de comunicação com o seu cliente, é fundamental alertá-lo sobre eventuais cobranças através do uso da ferramenta.
Outra prática que pode gerar problemas ao profissional é o envio de qualquer forma de propaganda sobre os seus serviços, especialmente para quem não faz parte da sua lista de contatos.
O Código de Ética veda o envio da chamada “mala direta” por qualquer meio, seja físico ou eletrônico. Assim, para evitar problemas com a OAB, evite qualquer tipo de mensagem que possa ser interpretada como o oferecimento de serviços ou mesmo publicidade profissional ou do seu escritório.

2ª Dica: Estabeleça um horário para contato
Ao distribuir seu número pessoal para os clientes, o advogado deve estar ciente de que o cliente pode entrar em contato a qualquer hora. Se o advogado não pretende estar 24 horas por dia e 7 dias por semana disponível, é preciso acordar isso com o cliente. Estabeleça um horário de disponibilidade, que é quando terá tempo para respondê-lo com calma e atenção, evitando contatos em momentos inconvenientes.
Outra prática seria alterar configurações de privacidade do aplicativo. Cabe considerar se é interessante, para o advogado, que o seu cliente disponha de informações como última vez em que o advogado esteve online, se a mensagem foi visualizada ou não e há quanto tempo.

3ª Dica: Apresente limitações para consultas, sempre de forma cortês
É fundamental colocar determinadas restrições para que isso não gere estresse no profissional e acabe dificultando o relacionamento com o cliente.
Também é importante separar horários de lazer dentro da rotina e desligar do trabalho. Como os gadgetsfacilitam a conexão por 24 horas é importante separar momentos de trabalho dos momentos de lazer.

4ª Dica: O WhatsApp não pode se tornar um meio de consulta jurídica gratuita
Outra preocupação que o advogado deve ter é em não trabalhar de graça. O cliente pode acabar por entender o WhatsApp como um canal para consultas, não precisando marcar uma hora com o advogado e, consequentemente, impossibilitando o advogado de cobrar seus honorários corretamente. Além disso, o código de ética da OAB veta esta prática, por julgar não ser possível a compreensão completa à distância, por isso a exigência da consulta formal.
Por isso, é importante que advogado especifique ao cliente o que deve e o que não deve ser tratado no aplicativo. Uma simples conversa evita que um canal ideal para facilitar a retirada de dúvidas, recebimento de documentos, agendar visitas e acelerar processos faça o advogado trabalhar mais, ganhando menos.

5ª Dica: O WhatsApp de atendimento não deve ser seu número pessoal
Ao invés de oferecer ao cliente seu número pessoal, é recomendado criar uma conta no WhatsApp em outro número a ser utilizado no horário comercial. Dessa forma, você receberá as demandas, somente em horário comercial, filtrando-as e dando os devidos encaminhamentos, sem precisar atender aquela ligação em pleno domingo a tarde ou ter que ignorar possíveis consultas em momentos inoportunos.
O aplicativo, portanto, é sim um instrumento muito útil ao advogado, tanto no relacionamento com o cliente, quanto na otimização de suas atividades, seja como advogado autônomo, seja no escritório de advocacia. Contudo, é preciso alinhar a comunicação com o cliente para garantir o melhor uso do WhatsApp para advogar.

6ª Dica: O uso do Whatsapp pelos 'penalistas' deve ser diferenciado
Em determinadas áreas do Direito, a comunicação e a presença do advogado podem ser mais relevantes. É o caso de profissionais que atuam nas áreas criminal e de família, onde a presença de réus presos, ou mesmo o uso de medidas protetivas, podem fazer com que o advogado possa ser solicitado a qualquer momento.
No caso de réus presos, o uso do Whatsapp possui uma questão ética: afinal, o uso do celular dentro dos presídios é proibido por lei.
Assim, caso o profissional receba qualquer forma de chamada pelo aplicativo, é importante esclarecer ao cliente que não utiliza esse meio e que o ideal é marcar uma visita ao presídio para que possa esclarecer a questão.
A internet e os aplicativos estão aí para facilitar o dia a dia. Porém, como se tratam de ferramentas digitais, devem ser utilizados com uma boa finalidade e, naturalmente, com limites.
O atendimento de advogados pelo Whatsapp pode ser uma forma de assessorar de forma mais ágil seus clientes. Porém, para que isso não haja desentendimentos ou estresse no futuro, a dica é estabelecer regras.

Por Elder Nogueira
Fonte JusBrasil Notícias

ADVOGADO AUTÔNOMO: COMO DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA?


A declaração do imposto de renda é uma das dúvidas mais frequentes para profissionais liberais. E entre os advogados autônomos não é diferente.
Como já falei no artigo Tipos de advogados e suas atuações no mercado de trabalho, há diversas formas de advogar. Dentre essas opções, há o advogado autônomo, que é uma escolha muito comum entre os profissionais de Direito.
E, se você é um advogado autônomo, já deve ter tido essa dúvida de como declarar o imposto de renda, até porque a falta de sócios ou de familiares que já estão no ramo da advocacia há mais tempo muitas vezes pode lhe deixar com esses questionamentos.
Na advocacia, existem algumas peculiaridades, e eu vou responder essa questão de como o advogado autônomo pode declarar o imposto de renda dividindo-os em dois tipos: os que prestam serviços para empresas e os que prestam serviços para pessoas físicas.

Declaração de imposto de renda para advogados autônomos que prestam serviços para empresas
O primeiro detalhe que o advogado que presta serviços a uma pessoa jurídica não pode esquecer é sempre exigir um informe de rendimentos de cada empresa para qual prestou serviços.
Com essas informações em mãos, o advogado deve deve inserir no aplicativo da Receita Federal os rendimentos, o nome e o CNPJ da empresa, o IR retido na fonte e o INSS recolhido na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.
Da mesma forma que os empregados que ganham salário fixo mensal, a pessoa jurídica é a responsável por recolher o Imposto de Renda na fonte, relativo aos serviços prestados por autônomos, de acordo com a tabela progressiva usada para a tributação de salários.

Declaração de imposto de renda para advogados autônomos que prestam serviços para pessoas físicas
Nesse caso o processo é o inverso: aqui, o advogado autônomo é o responsável por recolher o imposto.
Assim como ocorre com outros profissionais liberais, como médicos e psicólogos, os valores devem ser declarados na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior.
Mas antes de declarar o imposto de renda com esses dados no aplicativo da Receita, é necessário preencher mensalmente o Carnê-Leão.

O que é o Carnê-Leão e como usá-lo
O Carnê-leão é o recolhimento mensal obrigatório feito pelo advogado de maneira semelhante à declaração de imposto de renda realizada pelo aplicativo da Receita Federal.
Os advogados que atuam como autônomos e prestam serviços para pessoas físicas devem fazer a declaração dos valores e a identificação do tomador do serviço com nome completo e CPF no Carnê-Leão.
O aplicativo do Carnê-Leão calcula o imposto de renda devido e emite uma DARF, que pode ser paga em qualquer banco.
O cálculo é feito aplicando a tabela progressiva mensal de Imposto de Renda sobre o total recebido no mês, sendo que essa tabela vai de 0% a 27,5% (você pode conferir a tabela atualizada de incidência mensal no site da Receita Federal).
Na hora de fazer a declaração anual no aplicativo da Receita Federal, basta importar os dados do Carnê-Leão.

O que é o Carnê-Leão e como usá-lo
O Carnê-leão é o recolhimento mensal obrigatório feito pelo advogado de maneira semelhante à declaração de imposto de renda realizada pelo aplicativo da Receita Federal.
Os advogados que atuam como autônomos e prestam serviços para pessoas físicas devem fazer a declaração dos valores e a identificação do tomador do serviço com nome completo e CPF no Carnê-Leão.
O aplicativo do Carnê-Leão calcula o imposto de renda devido e emite uma DARF, que pode ser paga em qualquer banco.
O cálculo é feito aplicando a tabela progressiva mensal de Imposto de Renda sobre o total recebido no mês, sendo que essa tabela vai de 0% a 27,5% (você pode conferir a tabela atualizada de incidência mensal no site da Receita Federal).
Na hora de fazer a declaração anual no aplicativo da Receita Federal, basta importar os dados do Carnê-Leão.

Dica: a declaração do imposto de renda para advogados que atuam como pessoa jurídica é mais simples
Se você possui uma empresa – e isso é possível, como já falei no artigo O advogado pode ser empresário de acordo com a OAB? -, a declaração do imposto de renda acaba sendo mais fácil.
Ao fazer parte de uma sociedade com outro advogado ou mesmo de uma sociedade unipessoal, você só vai ter uma única fonte pagadora, que é a própria empresa.
Desse modo, a declaração acaba sendo mais simples e rápida.
Além do mais, existe a questão da carga tributária.
Como pessoa jurídica, a alíquota é bem menor do que pessoa física. A inicial é de 4,5% contra 27,5% da pessoa física. Claro que a alíquota pode subir, mas isso vai depender do seu faturamento.
Portanto, com uma empresa, além de você ter mais facilidade na declaração, você paga também menos impostos!
Espero ter ajudado nas principais dúvidas sobre como um advogado autônomo pode declarar o imposto de renda.
Fique sempre atento à sua declaração do imposto de renda, pois esta é uma ação obrigatória. Para saber mais sobre o assunto, confira os erros mais comuns com os erros mais comuns cometidos na hora de declarar.

Por Rodrigo Padilha

CARREIRA DO DIREITO - A ADVOCACIA PRECISA ENCONTRAR MANEIRAS DE SE REINVENTAR


Em muitos países, inclusive no Brasil, advogados, clientes, juízes e instituições jurídicas estão em uma encruzilhada. Mudanças radicais na “operação jurídica”, tal como hoje praticada, são inevitáveis a despeito da resistência de muitos operadores, da OAB aqui no Brasil, de advogados e de outros “stake holders”. 
Há que se estar preparado para o advento de novas fórmulas para prover e receber serviços jurídicos. A pressão de custos nas empresas e nas instituições vai levar à disseminação de padronização de peças (quase um self service) de teleconferências, audiências virtuais, solução de conflitos via “on line”, formas alternativas de solução de conflitos, utilização de pools de advogados de empresas particulares não concorrentes trabalhando juntos e outras coisas, hoje ainda impensáveis.
As pessoas tendem a imaginar o futuro extrapolando o passado. Presumem a continuidade das atuais formas de trabalho jurídico. No entanto, cedo ou tarde, a descontinuidade e o rompimento de paradigmas serão inevitáveis e trarão mudanças significativas no “establishment” legal.  O modelo de hoje, em que advogados e clientes se encontram frente a frente e debatem soluções “sob medida”, poderá ser bem menos frequente no futuro. A advocacia terá que ser reinventada. O especialista, que “bola” soluções caso a caso, vai ser confrontado por novos métodos de trabalho, tais como a utilização compulsória de mão de obra de baixo custo (um escritório maior e mais caro que, para economizar, terceiriza parte do serviço para outro menor e mais barato), customização em massa, reciclagem de elementos jurídicos, intensificação dramática da Tecnologia da Informação – TI, padronização de peças, além de outros.
Essas mudanças serão impostas por alguns vetores básicos. Pequenas e médias empresas, assim como pessoas físicas confrontadas com problemas jurídicos, podem não ter recursos para contratar profissionais especializados. Podem optar por desistir de justas pretensões ou se "virar" sozinhas por não terem como pagar o serviço de advogados atuando da forma tradicional. Nessas situações, se arriscam ou se “automedicam”, recorrendo a palpites de amigos ou a internet.
Gerentes ou diretores jurídicos de grandes corporações buscam advogados externos, mesmo quando chefiam competentes equipes internas, no caso de disputas muito complexas ou que demandam mão de obra jurídica intensiva. No entanto, esses mesmos gestores também sofrem crescentes pressões nas suas organizações para reduzir os seus custos, seja: (a) reduzindo o número dos seus advogados internos; (b) dando preferência a profissionais mais baratos (e menos capazes); (c) conscientemente deixando de lado tarefas que os advogados deveriam fazer, sofrendo as consequências depois; (d) baixando os honorários cobrados pelos advogados externos. Nesse último caso, essa redução pode se dar por pressão dos clientes ou por iniciativa dos escritórios querendo ganhar as concorrências a qualquer preço.
Mas a coisa não fica aí, pois, além de ter que reduzir suas equipes e renegociar para baixo os honorários pagos aos advogados, os gestores jurídicos estão sendo cada vez mais obrigados a assumir novas responsabilidades (mesmo com menos gente) nas áreas de “compliance”, controle, auditoria e gerenciamento de risco.
Para muitos escritórios de advocacia os tempos de gordos honorários são apenas uma doce lembrança do passado. A conta não fecha!  Daí inevitável a reinvenção de novos métodos de trabalho de modo a conseguir redução substancial nos custos de execução não apenas em mão de obra interna como também na externa, tudo isso sem prejuízo da qualidade do desempenho e sem redução da expectativa dos usuários.
Os altos custos da forma tradicional de prestação de serviços jurídicos vão atrair cada vez mais “competidores” informais/irregulares, tais como empresas de auditoria, escritórios de contabilidade, profissionais irregulares e a malfadada concorrência da automedicação via internet, de que até os médicos se queixam.
A reserva de mercado para os advogados locais, cedo ou tarde, vai cair, inclusive porque as empresas globais com atuação no Brasil vão forçar essas mudanças na sua busca por maior eficiência e menos custos. Escritórios de advocacia estrangeiros, assim como “não advogados” irão atuar em serviços jurídicos, tal como já ocorre em muitos países. Na Austrália, até na bolsa de valores se negociam ações de escritórios de advocacia.  Os profissionais do direito que forem capazes de se preparar melhor e de se adaptar a esse meio hostil serão agentes da mudança e sobreviverão.

Por Luis Carlos Galvão
Fonte Consultor Jurídico

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DO COACHING PARA ADVOGADOS

O coaching para advogados proporciona mudanças duradouras, com efeito positivo tanto em sua vida pessoal como profissional

Coaching é uma metodologia aplicada ao desenvolvimento pessoal, profissional e empresarial. Trata-se de um processo de melhoria contínua, ou seja: ao concluir um ciclo, o coachee (a pessoa que passa pelo treinamento) deve continuar aprimorando seus conhecimentos. Porém, cada ciclo tem começo, meio e fim. Iniciar outro depende do interesse do coachee em desenvolver outras áreas de sua vida.
O trabalho é liderado pelo coach, que é um profissional qualificado e experiente para motivar e conduzir esse caminho de transformação e definição de metas e objetivos para a vida pessoal, o trabalho e os negócios.

Qual a importância do coaching para advogados?
O coaching pode ser importante em todas as etapas da carreira do advogado. Porém, há dois estágios em que a aplicação da metodologia pode ser mais significativa: quando o profissional está pronto para ingressar no mercado de trabalho, e quando a carreira não evolui por alguma razão — abrindo espaço para desmotivação, insatisfação, dificuldades financeiras ou atitudes que podem colocar em risco a vida profissional.
Vale destacar que, embora o diploma e o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sejam requisitos básicos para o exercício da advocacia, esses dois documentos não garantem que o advogado recém-formado esteja realmente preparado para gerenciar o próprio escritório, trabalhar em conjunto com renomados profissionais, lidar com os trâmites das instituições jurídicas, conquistar e fidelizar clientes. É justamente neste contexto que o desenvolvimento por meio do coaching pode ser importante.
Além disso, pode acontecer de o profissional chegar em um momento em que sua carreira fica estagnada por algum motivo, levando a um baixo retorno financeiro. Este é um tipo de situação que pode acontecer por conta da postura do advogado — que não sabe conduzir a carreira — ou como consequência de fatores externos como a crise econômica. O fato é que muitos profissionais percebem que é necessário promover mudanças na carreira, mas não sabem como começar essa transformação. Este é outro problema que pode ser solucionado por meio do coaching para advogados.
No processo de coaching, o advogado consegue identificar claramente os fatores que estão bloqueando o desenvolvimento da carreira. O coaching proporciona mudanças duradouras, com efeitos muito positivos para a vida pessoal e profissional.

Benefícios do coaching para advogados
Autoconhecimento
O êxito profissional também está atrelado ao autoconhecimento. Isso porque conhecer a si mesmo é fundamental para que o advogado consiga definir a direção de sua vida profissional. O autoconhecimento, portanto, ajuda a identificar o ramo do mercado jurídico em que o profissional vai atuar.
No processo de coaching, o advogado aprende a reconhecer seu perfil profissional e, a partir disso, consegue enxergar a direção que deseja seguir. Uma ferramenta muito usada no coaching é a Roda da Vida, que possibilita a identificação de fatores que levam ao desequilíbrio pessoal e aponta mudanças necessárias para dar outro rumo à vida profissional.

Planejamento de metas e objetivos
Ao decidir qual a direção quer seguir, ou seja, quais são suas metas e objetivos profissionais, o advogado aprende também a planejar o desenvolvimento da carreira. Isso significa definir o passo a passo para concretizar o projeto de vida profissional e manter o foco na carreira.

Comunicação assertiva
O autoconhecimento e o planejamento estratégico da carreira melhoram a capacidade de comunicação do advogado, fazendo com que o profissional desenvolva a comunicação assertiva. Isto é fundamental, por exemplo, para a negociação com os clientes, exposição de argumentos, defesa de causas, na relação com promotores, juízes e promotores. A comunicação assertiva também ajuda a construir um network eficiente e que pode ampliar suas oportunidades de trabalho.

Treinamento profissional
O coaching é uma solução adequada para o treinamento de advogados com pouca bagagem profissional, mas que já estão trabalhando em escritórios com larga experiência do mercado jurídico. Quando os titulares do escritório não têm tempo de treinar os profissionais recém-formados, a contratação de um coach é a uma medida eficaz para elevar a qualidade do trabalho dos advogados iniciantes.
O coaching para advogados é um processo bastante eficaz na identificação de fatores internos e externos que bloqueiam ou dificultam a evolução pessoal e profissional. A metodologia contribui para o autoconhecimento, autoconfiança, autoestima, motivação, liderança, melhoria da comunicação, gestão de tempo e organização. O coaching é a solução ideal para advogados que desejam construir uma base mais sólida para a vida profissional.

Fonte Mundo Carreira

CLIENTES BUSCAM ADVOGADOS ESPECIALIZADOS E AMIGOS


Quem é o melhor advogado do ponto de vista do cliente? Para responder a essa pergunta, o advogado pode fazer uma ampla pesquisa de mercado ou simplesmente... pensar como cliente. Quem é o melhor médico? "Se você não sabe qual é sua necessidade médica, provavelmente quer se consultar com um clínico geral. Mas, se você é um esportista e sofreu uma torção no tornozelo, certamente quer ser tratado por um médico especializado em medicina esportiva", diz Larry Bodine, um especialista americano em desenvolvimento de negócios.
A maioria dos clientes ainda não aprendeu a usar métodos revolucionários para escolher advogados. Escolhem com base em preferências pessoais, conforme dita a tradição. Por exemplo:

1. Os clientes preferem trabalhar com especialistas — não generalistas.
Deixando de lado as grandes corporações, que se entendem bem com as grandes bancas, o resto do mercado está sempre em busca de "especialistas em duas pontas", a da advocacia e a do cliente. Isto é, advogados que dominam uma área jurídica específica, de um lado, e de outro sabem tudo (ou pelo menos muito) sobre a área de atuação do cliente.
Exemplos: um clube de futebol prefere um advogado com amplo conhecimento da legislação esportiva e também do funcionamento dos clubes, da contratação e dispensa de jogadores etc. Um sindicato prefere um advogado que seja profundo conhecedor da legislação trabalhista e da sindical, mas que também tenha um ótimo conhecimento do funcionamento dos sindicatos. O mesmo advogado está na preferência de uma empresa com problemas com sindicato, especialmente se ele conhece todos os seus problemas de mão de obra e de seu sistema de produção.
Hoje, advogados tributaristas têm de ter um amplo conhecimento sobre o setor de transporte, de alimentação ou de fabricação, se querem representar empresas em qualquer dessas áreas. Ou, quando as coisas começam a ficar mais modernas, tem de ser um expert em tecnologia, biotecnologia, computação, telecomunicações, comunicação móvel, ciências, se pretende atuar no campo de patentes, direitos autorais ou até mesmo na área criminal, se quer representar uma das partes em um caso de crime cibernético.
Em cada uma dessas áreas, o advogado deve estar onde seus clientes estão: associações, sindicatos, clubes, exposições, seminários e conferências, premiações e qualquer outro tipo de evento. "Vá com o propósito de ver e ser visto, conhecer e ser conhecido; faça parte de qualquer conselho ou diretoria que forem instituídos; participe da edição do boletim da organização; lidere um dos programas da entidade; demonstre sua especialização, sempre que tiver uma chance", diz Bodine.

2. Os clientes preferem trabalhar com pessoas que elas conhecem e gostam.
Os advogados rainmakers (os que fazem chover) são rainmakers por uma razão principal: eles têm mais relacionamentos com possíveis clientes do que os demais advogados da firma. Os rainmakers visitam os clientes — os atuais e os futuros. Marcam reuniões quinzenais em que o objetivo principal, muitas vezes, é perguntar "como vão as coisas?". O rainmaker fala pouco, o suficiente para fazer o cliente falar — e escuta, com o detector de problemas ligado. Com os atuais clientes, a finalidade da reunião não é discutir os atuais problemas, mas ver no radar os que estão se aproximando.
As comunicações eletrônicas são fantásticas para o advogado, para o cliente, para todo mundo. Não para o trabalho de rainmaking. Podem ser um acessório de grande utilidade, mas nunca serão a principal arma para um advogado conquistar clientes. Essa é o contato pessoal. Clientes não gostam de entregar sua vida jurídica a advogados com os quais não conseguem interagir face a face. Pelo menos no início do relacionamento. Entre um advogado que se comunica por e-mail e outro que se comunica pessoalmente, ele fica com o que pode olhar nos olhos, falar da empresa, da família etc.

3. Os clientes preferem trabalhar com conselheiros pessoais de confiança.
Especialmente os que vivem isolados por qualquer razão, incluindo o poder. Presidentes e CEOs de grandes organizações, por exemplo, sãos seres solitários. Eles não podem se dirigir aos membros do Conselho para se queixar das agruras da vida em seu posto. Tampouco podem se dirigir a seus subordinados, em busca desse tipo de conforto. "Muitos advogados conquistam CEOs fazendo o papel de ombro amigo", diz Bodine.
Como a maioria dos seres humanos, presidentes e CEOs de grandes corporações precisam de alguém em quem confiam para conversar sobre assuntos "sensíveis". Pode ser uma questão tributária, um dilema societário ou um problema conjugal. Sempre haverá algum problema. E sendo problema, por definição, haverá uma solução, que o advogado não terá dificuldade em encontrar, se for da área jurídica. O fato é: o advogado que conquista o amigo, conquista o cliente.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

OS SEGREDOS PARA SE TORNAR UM ADVOGADO DE SUCESSO


Ser um advogado de sucesso requer muito mais do que ter um bom conhecimento da lei. No meio de tanta concorrência, é necessário que o profissional tenha outras qualidades para conquistar e manter uma boa clientela. Por isso, selecionamos algumas dicas para você que está entrando agora no ramo ou que está em busca de novos clientes.

Comece aos poucos
Muitos advogados buscam apenas grandes contratos e grandes clientes. No entanto, é preciso estar atento também aos pequenos clientes que podem trazer resultados tão bom quanto os grandes. Os clientes menores também são essenciais para a divulgação e projeção do seu nome. Eles também proporcionam experiências para que você esteja pronto para os grandes negócios. Por isso, valorize e dedique-se a cada caso.

Preze pela boa apresentação
Quando procuram um advogado, as pessoas precisam sentir confiança no trabalho realizado para fechar o negócio. A boa apresentação não se limita a forma como você se veste, mas também à boa organização e limpeza do escritório, ao profissionalismo do cartão de apresentação e também à forma como você se expressa, seja por meio de linguagem verbal, prezando por um português claro e correto, ou não verbal, afinal suas expressões dizem muito sobre você.

Seja um empreendedor
Em qualquer área de atuação, é preciso saber administrar o próprio negócio. Além de manter as finanças e os trabalhos organizados, é necessário planejar estrategicamente: definir a área de atuação, fazer a divulgação dos serviços de forma correta, determinar metas, planejar investimentos e inovações. Somente desta forma, sua empresa estará pronta para crescer.

Saiba calcular o preço do seu trabalho
Este é um ponto fundamental. Saber quanto vale seu trabalho é essencial para você evitar prejuízos e também para cobrar um preço justo de seu cliente. Afinal, principalmente no início da carreira, o preço cobrado por trabalho é um diferencial no momento de conquistar um novo cliente. No entanto, você deve estar atento para que o valor seja suficiente para cobrir seus custos e proporcionar lucro. Outra dica importante é oferecer opções de pagamentos. Utilizando a Gerencianet como intermediador de pagamento, seu cliente pode pagar por meio de boletos recorrentes, carnês ou ainda no cartão de crédito. Pagando no cartão de crédito, o cliente pode pagar parcelado em até 12 vezes e você pode receber o valor total um uma única parcela, gerando fluxo de dinheiro para você. Saiba mais sobre as formas de cobranças recorrentes aqui! Elas facilitam a cobrança em caso de parcelamento e também em casos de pagamentos mensais.

Por Flávia Teixeira Ortega
Fonte JusBrasil Notícias

CONQUISTA DE CLIENTES - CONSULTOR DÁ UMA DICA SIMPLES PARA MELHORAR TÉCNICA DE PERSUASÃO


Se o advogado precisa melhorar sua capacidade de convencer pessoas, então deve prestar atenção no que os especialistas dizem sobre persuasão. “Persuadir” é o que um advogado faz — ou tenta fazer — o tempo todo. É preciso persuadir o cliente e o possível cliente, o colega, o chefe, o juiz, os jurados, o cônjuge, os filhos, os pais, os amigos...
Um verbo quase tão importante para o advogado quanto “persuadir” é “negociar” — e um mais importante é “respirar”. Em termos de conquista de novos clientes, seja por meio de material de marketing ou de comunicações pessoais, o advogado deve estar atento para todos os recursos de persuasão disponíveis.
Um recurso antigo e surrado, que as pessoas às vezes usam sem se dar conta de sua importância, é utilizar a velha sentença construída na base do “se..., então...”. Isto é, "se (você tem um problema), então você deve (fazer o que eu vou lhe dizer)", diz o escritor e consultor de marketing para advogados Tom Trush.
No entanto, para que essa sentença tenha o valor de “fórmula secreta”, como a define Trush, é preciso, antes de tudo, identificar um problema que está afligindo o possível cliente, que fará parte da frase do “se”. Do contrário, não funciona.

Empatia
Por exemplo, a sentença inicial deste texto, “se você precisa melhorar sua capacidade de persuadir pessoas, então...”, não exercerá qualquer efeito persuasivo sobre o leitor se sua capacidade de persuasão não seja um problema que o aflija no momento.
Mas certamente existem muitos “ses" problemáticos nas vidas dos clientes, como: “se você não quer ir para a cadeia...”, “se você não quer ter problemas com o Fisco...”, “se você está pagando mais impostos do que devia...”, “se você não quer ser processado...”.
Essas são frases óbvias. Mas, certamente, haverá construções mais criativas e mais apropriadas para as comunicações com clientes. Se você descobrir o que o cliente está pensando, o que ele está tentando evitar, então será mais fácil persuadi-lo com esse recurso.
Outra técnica é usar dizeres populares, tais como “se uma imagem vale mais que mil palavras, então...”, porque eles estabelecem uma premissa amplamente aceita.

Recurso de marketing
Pelo uso contínuo desse tipo de argumento na vida cotidiana, os advogados não usam essa construção linguística em seu material de marketing. Mas deveriam, diz Trush. Da mesma forma que a usam em suas comunicações pessoais com os clientes.
“O que torna essa abordagem tão eficaz é que ela explora a natureza das pessoas. Nossos cérebros são programados biologicamente para seguir a lógica do ‘se/então’. E quando ela é usada, os possíveis clientes se predispõem a aceitar suas palavras como verdadeiras, antes mesmo que você apresente evidências para apoiá-las”, diz Trush.
Além disso, essa “fórmula” tem a vantagem de dar um tom conversacional às comunicações do advogado com o cliente. E isso é muito apropriado para panfletos, boletins, blogs, artigos escritos para o cliente, comunicações na rede social, e-mails e, obviamente, para reuniões.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico