segunda-feira, 19 de junho de 2017

6 FATOS SOBRE AS PROVAS DO CESPE, A BANCA MAIS TEMIDA

Estilo peculiar das provas da banca examinadora Cespe exige atenção redobrada, segundo especialistas em concursos públicos

Desvendar o estilo da banca examinadora é um dos passos fundamentais na trajetória rumo à aprovação em um concurso público

E essa máxima é ainda mais crucial quando o concurso é organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), pertencente à Fundação Universidade de Brasília. Com fama de ser a banca mais temida pelos concurseiros, o Cespe organiza concursos da Polícia Federal, Abin, Banco Central, agências reguladoras, entre outros. Seu estilo é peculiar, segundo especialistas consultados por Exame. Com. Veja alguns fatos sobre o perfil da banca citados por eles:

1. Modelo certo e errado pede atenção redobrada
As provas objetivas não são de múltipla escolha. O Cespe aposta em questões em que é preciso assinalar certo e errado nos enunciados. Isso pede atenção redobrada dos candidatos”.
Precisa ter conhecimento, demanda interpretação de texto e não é possível responder por eliminação de alternativas. Embora seja temida, a banca favorece quem estuda e tem domínio da matéria.

2. Questões pedem entendimento muito além da “decoreba”
Decorar conteúdo pode não ser uma boa estratégia. O modelo de prova privilegia uso de contextualização e interdisciplinaridade.
O candidato não deve desprezar o conhecimento adquirido por meio de memorização, mas deve buscar um entendimento mais aprofundado dos temas.
Isso acontece porque muitas questões são elaboradas a partir de simulações de casos concretos. É uma banca que cobra, na parte de Direito, muito além do texto das leis, exigindo conhecimentos de interpretação dessas normas.

3. Erros anulam acertos
Em provas do Cespe, candidatos não só deixam de ganhar como perdem pontos com erros. Estatisticamente o concurseiro tem 50% de chance de acertar e 50% de chance de errar, neste modelo certo e errado. Por esse raciocínio, uma pessoa que chuta poderia acertar metade da prova e errar a outra metade. Mas se fizer isso toma zero, porque quando erra perde ponto.

4. Quem deixa em branco não ganha nem perde ponto
As provas objetivas do Cespe permitem três tipos de resposta: certo, errado e em branco. Quando o candidato não sabe a resposta, pode ser melhor deixar em branco, porque ele não vai ganhar nem perder pontos.

5. É possível treinar com provas de concursos para cargos de mesmo nível
Por ser uma banca tradicional e responsável pela organização de muitos concursos, o volume de questões de concursos anteriores é enorme.
Concurseiros não devem se ater à resolução de questões apenas de concursos anteriores específicos para o cargo que desejam. Questões de concursos de nível superior do Cespe têm o mesmo nível de complexidade.
Um candidato à vaga na Polícia Federal pode treinar resolução de questões de disciplinas que também são cobradas em outros concursos de nível superior. Assim, as chances de encontrar no dia da prova uma questão parecida aumentam bastante.
Disciplinas como Direito Constitucional, Direito Administrativo, Português e Informática são frequentes em editais de diferentes concursos.

6. É mais difícil ter noção do desempenho logo depois da prova
Além de cansativas, as provas do Cespe, no modelo como são estruturadas, não permitem que o candidato tenha percepção clara do seu desempenho assim que sai da sala de prova.

Por Qual Concurso
Fonte JusBrasil Notícias